sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Sonho da noite toda...

Nos conhecemos pela janela, eramos vizinhos, sua janela dava de frente para o meu atelie na área lá de casa...Você morava naquela república ao lado.Dormia naquele quarto em que a janela dava bem de frente pra minha, Tinha aquele mofo no teto que agora na minha mente remete as minhas aquarelas, Avistava aquela cômoda velha, aquele radinho tipo micro-sistem preto e uns perfumes e desodorantes de todos da casa, já que o quarto era suite e o banheiro ficava do ladinho do móvel...
Um dia, nós encontramos na calçada... só me vem a mente nós dois sentados lá fora, no passseio, conversando horas a fio...
Nós amamos, eu te amei e você me amou como ninguém, todos nos amavamos de tantoamor que sentiam em nós, era uma coisa natural e sutil e contagiava as pessoas, não tinhamos nenhuma pretensão para tal, mas acho que era por isso que fascinava, por ser espontâneo.
Lembro das nossas despedidas e das conversas sem fim pelas janelas, acabou que você ficou sozinho no quarto, ninguém queria dormir com dois doidos apaixonados conversando por uma janela quase a noite toda...foi tudo tão rápido, tão mágico que doi de lembrar...
A espera...
A expectativa...
Os preparativos...
Você não chegava, e logo você , com sua pontualidade britanica...
A preocupação...
Mais preocupação...
Expeculações...
Ligações...
Carros indo e vindo...
Amigos e parentes em busca de notícias...
Sua mãe, que me meu você, logo ela, me traz a inaceitável noticía...
Não queria acreditar...
Ninguém queria...
Ninguém acreditava...
Chorei...
Choraram...
Ainda choro...
Agora só uma janela vazia, ninguém teve coragem de morar lá naquele quarto depois que você partiu...
Lá ficava nossas lembranças...
E na calçada, ficou o cheiro de dama da noite que a gente tanto gostava para todo o sempre...
Ainda engulo seco e tento seguir, mesmo sem saber o porque da sua partida tão prematura ...
Há, deixa eu aqui com a lembrança da sua vida, porque falar de morte, já era...


Sonhei noite passada, uma história que se mistura um pouco com a minha, com essa história que não consigo enterrar nem por "rezabraba"... e ele morre no final... isso é meu eu dizendo pro meu subconsciente que já passa da hora de te enterrar...Por que não consigo?

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Carta da minha Bel, sempre que leio choro...

Amiga,
Onde nós estamos agora? O tempo não para, e vamos caminhando, vamos descobrindo. Hoje descobrimos que a escola realmente é a melhor época de nossas vidas, que o amor não começa no outro, mas em nós. Descobrimos que família sempre briga, descobrimos que somos amigas. Cada lembrança sua é uma lágrima minha, e uma outra lembrança, quem sabe. Quantos bonecos doces não comemos, quantas "balas puxas" nas reuniões da "Tapauerre", quantas brigas, e eu, tenho certeza que essa sua cor delicada e seus cabelos cacheados eram perfeitos como os de uma princesa, que sua independência me impressionava já que eu nunca soube dizer "não".
Deus permitiu que partilhassemos a juventude e não sei se conseguimos o melhor. Nos separamos, nos juntamos, nos separamos de novo. Se Deus me concedesse um desejo, ele seria prá você! Ah! Como eu quero que sejas feliz!
Não consigo escrever o que quero e quando estou ai, estamos sempre dentro da panelinha de pressão que é nosas vida ai nesta "nossa" casa. Dai não temos "espaço" prá contar o que queremos e dizer o quanto amamos.
Decida sua vida como sempre fez, pois ela vai chegar ao BOM! Sua escolha sempre surpreendeu e sempre foi só "sua".
Cuide para que você continue crescendo, leve seu filho com você.
Tenha a independência que você sempre refletiu, só assim vejo sua felicidade. Seja você e a decisão será a melhor.
Sabe maninha, nunca soube que meu amor por você era tanto, de todos que deixei ai o que mais me falta é você.
Por todo o tempo em que você esteve em sua casa, tentei ajudar nossos pais, e quase no final descobri que eles, entre sí, que precisam se ajudar.
Então deixe-os, eles sobreviverão e cuide de você. Pois o tempo urge e pede prá você contá-lo, mas conte com seus dedos, com suas escolhas, com as suas decisões para a sua vida.
Obrigada pelo ovo, beijos pro Artur.
Feliz Páscoa
P.S.:Aqui estamos bem!
Grazy/Bel
Escrita na Páscoa de 2006
Minha Bel,
Nem te pedi se podia, mas você me mandou, então agora é minha...
Ela já estava toda rasgadinha, amassadinha, se despedaçando...
Como quero essa lembrança por muito tempo, resolvi reescrevé-la.
Assim, posso reler quantas vezes quiser...
Bem, isso serve muito mais prá hoje do que nunca!!!
te amo

sábado, 13 de setembro de 2008

Saudade

Ontem, desci a rua Jacarepaguá e lembrei da minha querida vovó Quita...

Canção para Miltinho pequenino

"Fui na horta apanha couve
Espetei um espinho no pé
Amarrei com fita verde
Cabelinho de Luquinhas..."

Lembrei do Mercado da Barroca
Dos lanches com pão de queijo
Dos sabonetes
Daquele guarda-roupa com um espelho enorme
Da Aramida
Do terço
Até do Padre Antônio me lembrei...

saudade que serve pra lembrar...

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Seu Rosa

Tudo, aliás, é a ponta de um mistério, inclusive os fatos.
Ou a ausência deles.
Duvida?
Quando nada acontece há um milagre que não estamos vendo.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Agora

vontade
d
e
s
a
l
i
n
h
a
d
a

Sementinha

Meu pequeno, entre palavras e mais palavras, tenta encontrar o formato das "papipulas gustativas" e cria contando a história do homem que foi "abusido" ...