estava inebriada
lembrando de tudo que você me falou,
pra ver ser sentia novamente
aquele misto de sensações.
Eu tenho vontades! Eles tem vontades! Tudo errado? Tudo certo? Quero morrer, quero viver, quero mais é me abrir.... {em construção (ainda não é isso)}
terça-feira, 4 de setembro de 2012
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
ESSA MÚSICA É LINDA . . .
Ainda bem
Que agora encontrei você
Eu realmente não sei
O que eu fiz pra merecer
Você
Porque ninguém
Dava nada por mim
Quem dava, eu não tava a fim
Até desacreditei
De mim
O meu coração
Já estava acostumado
Com a solidão
Quem diria que a meu lado
Você iria ficar
Você veio pra ficar
Você que me faz feliz
Você que me faz cantar
Assim
O meu coração
Já estava aposentado
Sem nenhuma ilusão
Tinha sido maltratado
Tudo se transformou
Agora você chegou
Você que me faz feliz
Você que me faz cantar
Assim
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
terça-feira, 21 de agosto de 2012
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
sábado, 18 de agosto de 2012
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
terça-feira, 7 de agosto de 2012
domingo, 5 de agosto de 2012
Amanheceu o domingo
Tudo com o mesmo gosto
Amargo e ridículo.
Como o gosto da solidão
Do arrependimento tardio
Da falta de alguém que nunca veio
Mais vai voltar.
Como doí
Seguir a estrada errada
Não ter hora
Não ter nada
Viver na ilusão.
Doí tudo
além, nada.
Seguindo essa estrada
mais errada
não estar só
mas ser pura solidão.
Tudo com o mesmo gosto
Amargo e ridículo.
Como o gosto da solidão
Do arrependimento tardio
Da falta de alguém que nunca veio
Mais vai voltar.
Como doí
Seguir a estrada errada
Não ter hora
Não ter nada
Viver na ilusão.
Doí tudo
além, nada.
Seguindo essa estrada
mais errada
não estar só
mas ser pura solidão.
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
quinta-feira, 26 de julho de 2012
domingo, 22 de julho de 2012
segunda-feira, 16 de julho de 2012
quinta-feira, 12 de julho de 2012
quarta-feira, 11 de julho de 2012
terça-feira, 10 de julho de 2012
segunda-feira, 9 de julho de 2012
sábado, 7 de julho de 2012
quarta-feira, 27 de junho de 2012
segunda-feira, 25 de junho de 2012
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Descobri porque não leio tantos livros como antes. . .
Agora escrevo livro mentais. . .
Livros que nem sempre consigo terminar, porque muitas vezes nem mesmo eu mesma os escrevi.
Devaneios solitários de um estado de transe meio salineiro.
Finais desconexos e capítulos em branco, livros de folhas arrancadas logo nas partes boas.
Livros as vezes sem capas, amarelados e empoeirados guardados na fila do tempo.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
eu e um pouco dos meus botões. . .
Pra que pensar em tudo ao mesmo tempo se só posso fazer uma coisa de cada vez?
TROCANDO 'GARRAFAS' POR 'PINTINHOS' E FELIZ. . . A gente já reciclava e nem sabia! INGENUIDADE FELIZ!
O pior é não saber esquecer! ! !
. . . Um filho não é uma vontade de um dia!
"Eu vou parafrasear Thoreau aqui...
mais que amor, que dinheiro, que fé, que fama, que equidade...
dê-me a verdade."
TROCANDO 'GARRAFAS' POR 'PINTINHOS' E FELIZ. . . A gente já reciclava e nem sabia! INGENUIDADE FELIZ!
O pior é não saber esquecer! ! !
. . . Um filho não é uma vontade de um dia!
"Eu vou parafrasear Thoreau aqui...
mais que amor, que dinheiro, que fé, que fama, que equidade...
dê-me a verdade."
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
terça-feira, 9 de agosto de 2011
um pouco disso
Pensei estar sendo esperta
Ao te dar meu coração
(...)
Devolve já meu coração
Que tal sair deste aperto
E decretarmos solidão a dois
(...)
Doar sangrar trocar chamar pedir mostrar mentir falar justificar no cais chorando não sou eu quem vai ficar dizendo adeus batucada macaco no seu galho da roseira em flor da laranjeira amor é choradeira horror a vida inteira à beira da loucura e a dor e a dor e a dor e a dor…
Ao te dar meu coração
(...)
Devolve já meu coração
Que tal sair deste aperto
E decretarmos solidão a dois
(...)
Doar sangrar trocar chamar pedir mostrar mentir falar justificar no cais chorando não sou eu quem vai ficar dizendo adeus batucada macaco no seu galho da roseira em flor da laranjeira amor é choradeira horror a vida inteira à beira da loucura e a dor e a dor e a dor e a dor…
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Sushi,
Tulipa Ruiz
sexta-feira, 24 de junho de 2011
domingo, 8 de maio de 2011
METEO
NÃO ESCREVO A MUITO TEMPO.
TAMBÉM NÃO SINTO VONTADE.
UM NADA ME CONSOME
EXISTE PREOCUPAÇÃO, MAIS AINDA , SEM DIREÇÃO...
TAMBÉM NÃO SINTO VONTADE.
UM NADA ME CONSOME
EXISTE PREOCUPAÇÃO, MAIS AINDA , SEM DIREÇÃO...
quinta-feira, 31 de março de 2011
sexta-feira, 18 de março de 2011
terça-feira, 8 de março de 2011
sábado, 5 de março de 2011
"Mas como menina-teimosa que sou, ainda insisto em desentortar os caminhos. Em construir castelos sem pensar nos ventos. Em buscar verdades enquanto elas tentam fugir de mim. A manter meu buquê de sorrisos no rosto, sem perder a vontade de antes. Porque aprendi, que a vida, apesar de bruta, é meio mágica. Dá sempre pra tirar um coelho da cartola. E lá vou eu, nas minhas tentativas, às vezes meio cegas, às vezes meio burras, tentar acertar os passos.”
Caio F. Abreu
hoje
é um dia triste
até sem inspiração
cheia de coisas
pouca vontade
de por tudo no lugar
as vezes acho que vou pular
até sem inspiração
cheia de coisas
pouca vontade
de por tudo no lugar
as vezes acho que vou pular
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
sábado, 11 de dezembro de 2010
NOW
EU QUERO
EU PRECISO
UMA CARA NOVA
UM JEITO NOVO
UMA NOVA ATITUDE
PARA VÊ SE RENOVA
UM POUCO
TUDO POR AQUI
EU PRECISO
UMA CARA NOVA
UM JEITO NOVO
UMA NOVA ATITUDE
PARA VÊ SE RENOVA
UM POUCO
TUDO POR AQUI
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
sábado, 28 de agosto de 2010
um pouco dele em mim...

Caio e Cazuza
"Não consigo mais aceitar relações pela metade. Em outras palavras, raspas e restos não me interessam."
Menos pela cicatriz deixada, uma feridantiga mede-se mais exatamente pela dor que provocou, e para sempre perdeu-se no momento em que cessou de doer, embora lateje louca nos dias de chuva.
Chorar por tudo que se perdeu, por tudo que apenas ameaçou e não chegou a ser, pelo que perdi de mim, pelo ontem morto, pelo hoje sujo, pelo amanhã que não existe, pelo muito que amei e não me amaram, pelo que tentei ser correto e não foram comigo. Meu coração sangra com uma dor que não consigo comunicar a ninguém, recuso todos os toques e ignoro todas tentativas de aproximação. Tenho vergonha de gritar que esta dor é só minha, de pedir que me deixem em paz e só com ela, como um cão com seu osso.
A única magia que existe é estarmos vivos e não entendermos nada disso. A única magia que existe é a nossa incompreensão.
Talvez um voltasse, talvez o outro fosse. Talvez um viajasse, talvez outro fugisse. Talvez trocassem cartas, telefonemas noturnos, dominicais, cristais e contas por sedex (...) talvez ficassem curados, ao mesmo tempo ou não. Talvez algum partisse, outro ficasse. Talvez um perdesse peso, o outro ficasse cego. Talvez não se vissem nunca mais, com olhos daqui pelo menos, talvez enlouquecessem de amor e mudassem um para a cidade do outro, ou viajassem junto para Paris (...) talvez um se matasse, o outro negativasse. Seqüestrados por um OVNI, mortos por bala perdida, quem sabe. Talvez tudo, talvez nada
Não choro mais. Na verdade, nem sequer entendo porque digo mais, se não estou certo se alguma vez chorei. Acho que sim, um dia. Quando havia dor. Agora só resta uma coisa seca. Dentro, fora.
Não, meu bem, não adianta bancar o distante: lá vem o amor nos dilacerar de novo...
(SERÁ????????????? aqui sou eu perguntando)
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* Caio Fernando Abreu,
sempre pra sempre
... para mim...
Te desejo uma fé enorme,
em qualquer coisa,
não importa o quê,
como aquela fé que a gente teve um dia,
me deseja também uma coisa bem bonita,
uma coisa qualquer maravilhosa, que me faça acreditar em tudo de novo, acreditar em tudo outra vez.
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* Caio Fernando Abreu
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
...não é mais
a mesa ficou posta
com resto de migalhas
e pão dormido
xícara de café manchada no fundo
não é mais
nunca foi
eu que pensei
que a hora seria definitiva
com resto de migalhas
e pão dormido
xícara de café manchada no fundo
não é mais
nunca foi
eu que pensei
que a hora seria definitiva
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acordar as 6 da manha
sábado, 7 de agosto de 2010
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Obrigado
Existe um agradecimento que vai calado
Em silêncio
Ele não se manifesta em som algum
Apena segue o caminho solitário
Dos fatos guardados em segredo
Onde apenas a natureza e as matérias físicas assistem e assitiram
A cena de tais encontros
Grazie, que atravessa o oceano
E volta, também calado
Um pouco dolorido
Um pouco aliviado
Mas também solitário.
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Adesso qualcuno ascolta
terça-feira, 15 de junho de 2010
quarta-feira, 19 de maio de 2010
terça-feira, 13 de abril de 2010
Sonho dessa noite...passando pelo azul...
segunda-feira, 12 de abril de 2010
dificil
a porta ficou aberta
ir embora sem querer
esquecer ainda amando
mentiras que viram verdades
morte
solidão
ir embora sem querer
esquecer ainda amando
mentiras que viram verdades
morte
solidão
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Previsão para 2010
A presença de Saturno em seu signo, durante a maior parte do ano indica amadurecimento, responsabilidades e construção de uma nova identidade. Mas também precisará renovar suas bases internas e lidar com coisas do passado que negligenciou.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Caixa de pandora "2010"

O mito da caixa de Pandora faz alusão à origem dos males que permeiam o mundo.
A caixa de Pandora é um mito grego no qual a existência da mulher e dos vários males do mundo são explicados. Tudo começa quando Zeus, o deus de todos os deuses, resolveu arquitetar um plano para se voltar contra a ousadia de Prometeu – que entregara aos homens a capacidade de controlar o fogo. Para tanto, Zeus decide criar uma mulher repleta de dotes oferecidos pelos deuses e a oferece a Epimeteu, irmão de Prometeu.
Antes disso, Prometeu recusou a jovem Pandora de Zeus temendo que ela fizesse parte de algum plano de vingança da divindade roubada. Ao aceitar Pandora, Epimeteu também ganhou uma caixa onde estavam contidos vários males físicos e espirituais que poderiam acometer o mundo. Desconhecedor do conteúdo, ele foi somente alertado de que aquela caixa não poderia ser aberta em nenhuma hipótese. Com isso, o artefato era mantido em segurança, no fundo de sua morada, cercado por duas gralhas barulhentas.
Aproveitando de sua beleza, Pandora convenceu o marido a se livrar das gralhas que lhe causavam espanto. Após atender ao pedido da esposa, Epimeteu manteve relações com ela e caiu em um sono profundo. Nesse instante, não suportando a própria curiosidade, Pandora abriu a caixa proibida para espiar o seu conteúdo. Naquele momento, ela acabou libertando várias doenças e sentimentos que atormentariam a existência do homem no mundo. Zeus assim concluía o seu plano de vingança contra Prometeu.
Logo percebendo o erro que cometera, Pandora se apressou em fechar a caixa. Com isso, ela conseguiu preservar o único dom positivo que fora depositado naquele recipiente: a esperança. Dessa forma, o mito da Caixa de Pandora explica como o homem é capaz de manter-se perseverante mesmo quando as situações se mostram bastante adversas. Além disso, esse mesmo mito explora a construção da identidade feminina como sendo marcada pela sensualidade e o poder de dissimulação.
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Equipe Brasil Escola,
Graduado em História,
Por Rainer Sousa
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
terça-feira, 24 de novembro de 2009
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Engano
Tudo trocado
Enganado
Dilacerado
Reconstruir agora
Juntar os cacos
Criar os filhos
Que nasceram...
Enterrar os sonhos falsos
Matar o amor mentiroso...
Seguir e fazer o meu melhor
Enganado
Dilacerado
Reconstruir agora
Juntar os cacos
Criar os filhos
Que nasceram...
Enterrar os sonhos falsos
Matar o amor mentiroso...
Seguir e fazer o meu melhor
terça-feira, 27 de outubro de 2009
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
...sem palavras...
Escuto todas as noites a mesma oração.
Primeiro ele agradece.
Depois faz um pedido tímido de um cachorro,
uma casa,
um carro e
um emprego pra minha mãe,
hoje ele acrescenta a palavra 'urgente' depois de emprego; e eu sigo, de cabeça baixa, envergonhada, por mais uma vez te oferecer tão pouco e as vezes te cobrar tanto meu filho...
Primeiro ele agradece.
Depois faz um pedido tímido de um cachorro,
uma casa,
um carro e
um emprego pra minha mãe,
hoje ele acrescenta a palavra 'urgente' depois de emprego; e eu sigo, de cabeça baixa, envergonhada, por mais uma vez te oferecer tão pouco e as vezes te cobrar tanto meu filho...
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Cuida-te
A tarefa que te incumbe é pesada, mas tens de dar conta dela, a fim de não perder a oportunidade.
Vê se te manténs equilibrado, baseado no amor de Jesus.
Tem fé: a ajuda jamais te faltará.
Não desanimes: há quem te sustente.
Caminha: a estrada espera teus passos.
Trata-te: para conservar sadio o vaso que te foi emprestado e ter força de levar adiante a cruz que é teu dote.
Não temas: Deus está em ti, como em todas as coisas.
Tem força, para dar força.
Tem coragem, para dar coragem.
Tem ânimo, para dar ânimo.
Dá a mão, para sustentar teus irmãos e jamais te ão de faltar mãos que te socorram.
Vê se te manténs equilibrado, baseado no amor de Jesus.
Tem fé: a ajuda jamais te faltará.
Não desanimes: há quem te sustente.
Caminha: a estrada espera teus passos.
Trata-te: para conservar sadio o vaso que te foi emprestado e ter força de levar adiante a cruz que é teu dote.
Não temas: Deus está em ti, como em todas as coisas.
Tem força, para dar força.
Tem coragem, para dar coragem.
Tem ânimo, para dar ânimo.
Dá a mão, para sustentar teus irmãos e jamais te ão de faltar mãos que te socorram.
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Ainda hoje
O céu estava cheio de sol.
Antes, tinha muitas ambições, muitas mais que agora, mas com as quedas, compreendi muito depressa que coisas, essas coisas não tinham real importância.
Todas as noites e todas as manhãs, passava remédio nele, mas na minha opinião, sua verdadeira doença era a velhice e velhice não se cura.
- Espero que os cães não ladrem esta noite. Acho sempre que é o meu.
Salamano, personagem de "O Estrangeiro" de Albert Camus, depois de ter perdido seu cão.
Expliquei-lhe, no entanto, que o meu tempermento era este - meus impulsos físicos pertubavam com frequência os meus sentimentos.
Antes, tinha muitas ambições, muitas mais que agora, mas com as quedas, compreendi muito depressa que coisas, essas coisas não tinham real importância.
Todas as noites e todas as manhãs, passava remédio nele, mas na minha opinião, sua verdadeira doença era a velhice e velhice não se cura.
- Espero que os cães não ladrem esta noite. Acho sempre que é o meu.
Salamano, personagem de "O Estrangeiro" de Albert Camus, depois de ter perdido seu cão.
Expliquei-lhe, no entanto, que o meu tempermento era este - meus impulsos físicos pertubavam com frequência os meus sentimentos.
terça-feira, 28 de julho de 2009
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Diamantina, 2000

Amor não,
Mas céus cinzas e azuis.
Sinto um calor profundo e doce
E ouço nas suas palavras
O calor de um dia novo – e tão esperado – clareando.
Havia risos por causa disso e esquecimento
Porque é bom, e porque deve ser bom.
Movimentos, suaves toques
Talvez – um dia – o doce gosto
D`m beijo no seu sorriso.
“Sim” e “tu” virando mais do que meras palavras.
“Amor não, ainda não” ela repita “Talvez nunca!”
Mas foi eu que fiz a caminhada solitária
Iluminada pelas estrelas,
Seguido pelos espíritos, quem, também caminhando,
Talvez descobrirão - e decidirão –
Como eu descobri e decidi.
“Amor não, ainda não” ela repita “Talvez nunca!”
Mas sinto que só eu realmente enxergo
Esta menininha, mascarada de mulher;
Só eu posso decifrar sua voz, que sussurrando
Dispara os trovoes dos clichês no meu coração
Implorando sem fim, e – ate agora – sem resposta, para
Paz e pai, amo e amor, em partes iguais.
“Amor não, ainda não” ela repita “Talvez nunca!”
Talvez.
Mas para mim e para sempre
Estes momentos – e todos momentos - são e serão
Tantos de nossas vidas quanto de nossa vida.
Mas céus cinzas e azuis.
Sinto um calor profundo e doce
E ouço nas suas palavras
O calor de um dia novo – e tão esperado – clareando.
Havia risos por causa disso e esquecimento
Porque é bom, e porque deve ser bom.
Movimentos, suaves toques
Talvez – um dia – o doce gosto
D`m beijo no seu sorriso.
“Sim” e “tu” virando mais do que meras palavras.
“Amor não, ainda não” ela repita “Talvez nunca!”
Mas foi eu que fiz a caminhada solitária
Iluminada pelas estrelas,
Seguido pelos espíritos, quem, também caminhando,
Talvez descobrirão - e decidirão –
Como eu descobri e decidi.
“Amor não, ainda não” ela repita “Talvez nunca!”
Mas sinto que só eu realmente enxergo
Esta menininha, mascarada de mulher;
Só eu posso decifrar sua voz, que sussurrando
Dispara os trovoes dos clichês no meu coração
Implorando sem fim, e – ate agora – sem resposta, para
Paz e pai, amo e amor, em partes iguais.
“Amor não, ainda não” ela repita “Talvez nunca!”
Talvez.
Mas para mim e para sempre
Estes momentos – e todos momentos - são e serão
Tantos de nossas vidas quanto de nossa vida.
Por J. M. B, Diamantina, Festival de Inverno de 2000.
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Inspiração calada por uma bala de revolver
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Como as minhas...como as suas...como tantas...
Vista cansada
Otto Lara Resende
Acho que foi o Hemingway quem disse que olhava cada coisa à sua volta como se a visse pela última vez. Pela última ou pela primeira vez? Pela primeira vez foi outro escritor quem disse. Essa idéia de olhar pela última vez tem algo de deprimente. Olhar de despedida, de quem não crê que a vida continua, não admira que o Hemingway tenha acabado como acabou.
Se eu morrer, morre comigo um certo modo de ver, disse o poeta. Um poeta é só isto: um certo modo de ver. O diabo é que, de tanto ver, a gente banaliza o olhar. Vê não-vendo. Experimente ver pela primeira vez o que você vê todo dia, sem ver. Parece fácil, mas não é. O que nos cerca, o que nos é familiar, já não desperta curiosidade. O campo visual da nossa rotina é como um vazio.
Você sai todo dia, por exemplo, pela mesma porta. Se alguém lhe perguntar o que é que você vê no seu caminho, você não sabe. De tanto ver, você não vê. Sei de um profissional que passou 32 anos a fio pelo mesmo hall do prédio do seu escritório. Lá estava sempre, pontualíssimo, o mesmo porteiro. Dava-lhe bom-dia e às vezes lhe passava um recado ou uma correspondência. Um dia o porteiro cometeu a descortesia de falecer.
Como era ele? Sua cara? Sua voz? Como se vestia? Não fazia a mínima idéia. Em 32 anos, nunca o viu. Para ser notado, o porteiro teve que morrer. Se um dia no seu lugar estivesse uma girafa, cumprindo o rito, pode ser também que ninguém desse por sua ausência. O hábito suja os olhos e lhes baixa a voltagem. Mas há sempre o que ver. Gente, coisas, bichos. E vemos? Não, não vemos.
Uma criança vê o que o adulto não vê.Tem olhos atentos e limpos para o espetáculo do mundo. O poeta é capaz de ver pela primeira vez o que, de fato, ninguém vê. Há pai que nunca viu o próprio filho. Marido que nunca viu a própria mulher, isso existe às pampas. Nossos olhos se gastam no dia-a-dia, opacos. É por aí que se instala no coração o monstro da indiferença.
domingo, 21 de junho de 2009
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Tempo...quanto tempo não passo por aqui...
é o rugir das horas
que me tira a coragem
tenho medo
tenho vontades(...)
todos temos vontades
preciso de abrigo
por aqui só chove
e não vejo ninguém
por perto
que me tira a coragem
tenho medo
tenho vontades(...)
todos temos vontades
preciso de abrigo
por aqui só chove
e não vejo ninguém
por perto
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