terça-feira, 8 de abril de 2014





Toda vez que toca o telefone eu penso que é você 

Toda noite de insônia eu penso em te escrever

Pra dizer que o teu silêncio me agride 

E não me agrada ser um calendário do ano passado

Pra dizer que teu crime me cansa 

E não compensa entrar na dança depois que a música parou.

Toda noite de insônia eu penso em te escrever...

Escrever uma carta definitiva que não dê alternativa pra quem lê 

Te chamar de carta fora do baralho, descartar, embaralhar você 

E fazer você voltar ao tempo em que nada nos dividia

Havia motivo pra tudo e tudo era motivo pra mais

Era perfeita simetria

Éramos duas metades iguais 

O teu maior defeito, talvez seja a perfeição

Tuas virtudes, talvez não tenham solução

Então pegue o telefone, ou um avião

Deixe de lado os compromissos marcados

Perdoa o que puder ser perdoado

Esquece o que não tiver perdão

E vamos voltar aquele lugar...

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